O marco dos 2 meses costuma trazer uma sensação de virada de chave. O bebê está mais acordado, começa a distribuir sorrisos, às vezes até „conversa“ com alguns sons. É também nessa fase que acontece o primeiro grande bloco do cronograma de vacinas 2 meses na vacinação infantil de rotina.
Se você está entre o alívio, o nervoso e um certo aperto no peito só de pensar nas agulhas, está longe de estar sozinho. Vamos ver, com calma, o que acontece nas vacinas 2 meses, por que elas são tão importantes, quais efeitos colaterais podem aparecer e quando é hora de falar com o pediatra ou procurar atendimento.
Por volta dos 2 meses de vida, os bebês no Brasil recebem um conjunto fundamental de vacinas bebê 2 meses, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. A idade não é aleatória.
Três pontos acontecem ao mesmo tempo:
Os bebês estão muito vulneráveis a infecções.
Doenças como coqueluche (pertussis), meningites e infecções por pneumococo podem ser incômodas para adultos, mas, em um bebê pequeno, podem se agravar em poucas horas e colocar a vida em risco.
Os anticorpos que a mãe passou começam a diminuir.
Na gestação, você transfere anticorpos pela placenta. Eles ajudam no comecinho da vida, mas não duram para sempre. Em torno de 2 meses, essa proteção já começou a cair e, para algumas doenças, já não é suficiente.
Muitos desses microrganismos circulam „em silêncio“.
Vários dos germes contra os quais vacinamos se espalham antes de a pessoa saber que está doente. Não dá para proteger o bebê apenas evitando sair de casa por mais um tempo.
As vacinas 2 meses são o começo da construção da defesa própria do seu bebê. Pense nessa consulta como o momento em que o sistema imunológico dele começa a criar memória contra esses agentes, para reconhecê‑los e reagir rápido no futuro.
Os nomes anotados na caderneta às vezes parecem uma sopa de letras. A seguir, o que costuma entrar no cronograma vacinas 2 meses no Brasil e para que serve cada uma.
A boa notícia é que hoje se usam vacinas combinadas, o que diminui o número de injeções.
Na rede privada, é comum usar a vacina 6‑em‑1, que protege ao mesmo tempo contra:
Difteria
Infecção na garganta que pode formar uma placa que dificulta a passagem do ar e produzir toxinas que atacam coração e nervos.
Tétano
Causado pela entrada de bactérias do solo por cortes e feridas. Provoca espasmos musculares intensos e pode afetar a respiração.
Coqueluche (pertussis)
Muito perigosa em bebês pequenos. Pode causar crises de tosse com dificuldade para respirar, roxidão e necessidade de UTI.
Poliomielite (vacina poliomielite 2 meses, forma inativada - VIP)
Vírus que pode levar à paralisia permanente. Está controlado no Brasil graças à vacinação, mas ainda circula em outras partes do mundo.
Haemophilus influenzae tipo b (Hib)
Importante causa de meningite bacteriana e de infecções graves, como epiglotite (inchaço na garganta) em bebês e crianças pequenas.
Hepatite B (segunda dose hepatite B 2 meses)
Vírus que atinge o fígado e pode causar doença crônica e câncer hepático no futuro.
Com a DTPa 2 meses (vacina tríplice acelular), mais Hib, poliomielite 2 meses e hepatite B combinadas, uma única picada cobre seis doenças sérias de uma vez.
Na rede pública, o esquema é parecido, mas a combinação costuma ser a vacina pentavalente (DTP + Hib + Hepatite B) junto com a poliomielite inativada aplicada separadamente. O princípio de proteção é o mesmo.
No cartão pode aparecer como vacina pneumocócica 13‑valente 2 meses ou simplesmente „pneumocócica conjugada“.
Ela protege contra infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode provocar:
Bebês no primeiro ano de vida têm risco maior de quadros graves por pneumococo, por isso a proteção começa cedo.
O rotavírus é extremamente contagioso e causa:
Em crianças maiores é muito incômodo; em bebês pequenos, pode levar rapidamente à necessidade de internação para hidratação na veia.
A vacina rotavírus 2 meses é oral, em forma de gotinhas com sabor adocicado, não é injetável. É uma vacina de vírus vivo atenuado e reduziu bastante as internações por „gastroenterite“ em lactentes.
Na rede privada, muitos pediatras recomendam também a vacina meningococo B 2 meses (MenB), que protege contra um dos tipos mais frequentes de meningite bacteriana e sepse em bebês e crianças pequenas.
A doença meningocócica pode evoluir muito rápido. Alguns bebês passam de „meio caidinhos“ a gravemente enfermos em poucas horas. Por isso essa vacina costuma ser iniciada logo nos primeiros meses quando está disponível.
Na rede pública, o SUS oferece a vacina meningocócica C conjugada e a ACWY em idades específicas, mas a lógica é a mesma: iniciar o quanto antes a proteção contra meningites.
Seu pediatra ou a equipe do posto de saúde vai detalhar exatamente quais marcas e combinações o seu bebê está recebendo e como isso se encaixa no cronograma vacinas 2 meses. Se em algum momento você ficar em dúvida, peça para anotarem ou mostrem novamente a tabela de vacinação infantil.
Saber como é a parte prática ajuda a diminuir o estresse no dia.
Leve a caderneta de vacinação.
É nela que serão registradas as vacinas bebê 2 meses feitas na consulta.
Vista o bebê com roupa fácil de tirar.
Bodies que abrem embaixo e calças fáceis de remover facilitam o acesso às coxas. Evite muitos botões, camadas apertadas ou macacões cheios de detalhes.
Ofereça mamada se ele estiver com fome.
Você pode amamentar ou oferecer mamadeira antes ou depois, o que funcionar melhor. Alguns pais preferem alimentar durante as injeções, porque ajuda a acalmar.
Leve suas dúvidas anotadas.
Se você se preocupa com efeitos colaterais vacinas 2 meses ou leu algo na internet, escreva suas perguntas para não esquecer na hora.
Na vacinação bebê de 2 meses, a maior parte dos bebês recebe:
A enfermeira ou o vacinador vai:
Sim, é quase certo que o bebê vai chorar. É uma picada rápida, que arde, mas dura pouquíssimos segundos. A maioria se acalma em minutos, com colo, peito, mamadeira ou um chamego extra.
Muitos pais acham difícil assistir. É totalmente compreensível. Você pode virar o rosto e, ainda assim, manter o bebê bem agarradinho, se isso deixar tudo menos angustiante.
Depois das vacinas 2 meses, é provável que o comportamento do bebê mude um pouquinho por um ou dois dias. Na maior parte das vezes, é apenas o sistema imunológico trabalhando.
Efeitos colaterais esperados:
Febre baixa
Irritabilidade ou choro mais fácil
Vermelhidão, inchaço ou carocinho no local da injeção
Sonolência
Apetite um pouco diminuído
Esses efeitos colaterais vacinas 2 meses são muito comuns e costumam ser leves. Na maioria dos casos desaparecem sozinhos entre 24 e 48 horas.
Se o bebê parece „meio diferentinho“, mas ainda acorda, mama um pouco, faz xixi normal e consegue ser consolado pelo menos parte do tempo, isso costuma ser um bom sinal.
Você não consegue apagar a experiência da picada, mas pode tornar o dia mais confortável.
Algumas atitudes ajudam bastante:
Ofereça mais colo e contato pele a pele
Muitos bebês querem ficar grudados quando estão desconfortáveis. Um sling ou canguru também pode ajudar.
Mamas mais frequentes, se ele quiser
Mamar de pouquinho em pouquinho às vezes é mais fácil que grandes mamadas. Seja no peito ou na mamadeira, siga o ritmo dele.
Use paracetamol infantil se o pediatra orientar
Compressa fria no local da injeção
Um pano limpo, úmido e frio (não gelado demais) encostado delicadamente na área pode aliviar se estiver muito quente ou dolorida. Evite massagear ou esfregar com força.
Roupas leves se estiver quente
Se o bebê estiver com febre baixa, vista-o com uma única camada de roupa leve e um cobertor fino, se necessário. A ideia não é empacotar demais, nem deixá-lo passar frio.
E confie no seu ritmo também. Se der vontade de desmarcar compromissos no dia seguinte e ficar em casa, fazendo tudo com calma, é mais do que compreensível.
Reações graves às vacinas 2 meses são raríssimas, mas é importante saber o que observar.
Procure o pediatra, uma unidade de pronto-atendimento ou a UPA se:
A febre passar de 39 °C e durar mais de 48 horas
Um aumento de temperatura logo depois da vacinação é esperado, mas febre alta e persistente precisa ser avaliada.
O choro for inconsolável por mais de 3 horas
Chorar faz parte, mas se o bebê estiver com um choro diferente, muito agudo, contínuo, por mais de 3 horas, sem se acalmar com nada, vale buscar ajuda.
Ele ficar muito molinho, difícil de acordar ou muito estranho
Se estiver muito mais difícil de despertar do que o normal, ou com um comportamento que „não é ele“, de um jeito que deixa você realmente preocupado, não espere.
Tiver dificuldade para respirar
Respiração muito rápida, gemência, entrada forte das costelas, nariz abrindo muito, qualquer tom arroxeado nos lábios ou rosto pede atendimento imediato (ligue 192 para o SAMU ou vá ao pronto-socorro).
Aparecer uma mancha ou rash diferente
Principalmente:
Convulsão (crise)
Convulsões depois de vacinas são muito raras. Se o bebê tiver tremores, ficar rígido, revirar os olhos ou perder a consciência, chame o SAMU (192) imediatamente.
Reações alérgicas graves costumam aparecer em poucos minutos, por isso muitos serviços pedem para você ficar um tempinho em observação depois da vacinação bebê. Inchaço súbito em rosto ou língua, dificuldade para respirar ou desmaio são sinais de alerta, mas, reforçando, são eventos extremamente incomuns.
Se você simplesmente estiver inseguro, achando que „tem algo estranho“, não hesite em ligar para o pediatra, para uma unidade de saúde ou buscar um serviço de pronto-atendimento. Sua intuição de cuidador conta muito.
Questionar, pedir explicações e querer entender as vacinas bebê 2 meses não é ser „paranoico“ ou difícil. A maioria dos pais tem dúvidas parecidas. Vamos falar de duas bem frequentes.
Essa é uma pergunta recorrente. A resposta dos especialistas, baseada em anos de estudo, é que não, o sistema imunológico do bebê dá conta.
Alguns pontos que costumam surpreender:
O calendário de vacinação infantil é pensado para que cada dose seja dada na idade em que oferece maior proteção. Adiar as vacinas deixa o bebê desprotegido justamente na fase em que ele corre mais risco com essas doenças.
Esse mito começou com um único artigo publicado nos anos 1990, que sugeria uma ligação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e o autismo. Depois se descobriu que o estudo tinha falhas sérias e problemas éticos.
O que aconteceu depois:
Hoje se sabe que o autismo está ligado principalmente a fatores genéticos e ao desenvolvimento do cérebro ainda na gestação. Não é causado pela vacinação bebê, nem pelos componentes das vacinas.
Se quiser se aprofundar, o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Pediatria têm materiais em linguagem simples sobre segurança das vacinas.
Ser pai ou mãe hoje significa receber opinião de todos os lados, principalmente na internet. Nem toda informação vem de fontes confiáveis. Quando a gente tira o excesso e olha para os fatos, fica algo assim:
Você não está apenas „seguindo uma tabela“. Está oferecendo ao seu filho uma proteção que, algumas gerações atrás, muitos pais dariam tudo para ter à disposição.
No dia da consulta, tente enxergar as vacinas 2 meses como um trabalho em equipe:
Quando você chega à consulta sabendo o que esperar vacinas 2 meses, quais vacinas 2 meses entram no esquema (vacina DTPa 2 meses, vacina poliomielite 2 meses, Hib, vacina pneumocócica 13‑valente 2 meses, vacina rotavírus 2 meses, segunda dose hepatite B 2 meses, vacina meningococo B 2 meses, dependendo se é rede pública ou privada) e quais são os efeitos colaterais vacinas 2 meses mais comuns, aquela ansiedade do „desconhecido“ diminui bastante.
Você conhece o seu bebê melhor do que qualquer pessoa. Se algo incomodar depois da vacinação bebê, procure ajuda. E se você chegar à sala de vacina com o coração apertado, mas mesmo assim decidir vacinar, isso não é pouca coisa. É uma das formas silenciosas, do dia a dia, com que você protege a saúde do seu filho para o futuro.